“Saudade a Arder” is born from a poem my father wrote in 1963 while stationed in Angola, separated from my mother during the war. It carries the ache of distance, the fire of longing, and the hope that kept their love alive across oceans and uncertainty. This song brings their story forward into a modern pulse — a burning saudade passed from one generation to the next.
Lyrics
[Intro]
Dois corações bem unidos,
Sentem o dobro da dor!
Falar qualquer um fala,
Mas não sabe o que é amor!
Palavras o vento leva,
Fica a saudade a arder:
Pena maior não existe,
Do que não te poder ver!
[Verse 1]
Meu amor, ó meu amor,
Vem depressa que te quero ver!
Trago o peito magoado,
Por tão longe te ter.
Já que não podes cá vir,
Manda cartas, traz carinho;
Nelas vem o nosso amor,
P'ra eu não penar sozinho.
[Pre-Chorus]
Se eu pudesse num segundo,
Vencer toda a distância fria,
Ligava p'ra minha terra
Por meio de telefonia!
[Chorus]
Dois corações bem unidos,
Sentem o dobro da dor!
Falar qualquer um fala,
Mas não sabe o que é amor!
Palavras o vento leva,
Fica a saudade a arder:
Pena maior não existe,
Do que não te poder ver!
[Verse 2]
A minha terra é a praia,
Onde o mar beija a calçada,
Mas o meu encanto mora
Numa terra abençoada!
Lá nasceu o meu amor,
Lá floriu a linda flor:
O meu porto de abrigo,
Com o nome de Leonor.
[Verse 3]
Dois jovens bem unidos,
Um amor-perfeito ali nasceu;
Como rapaz sério e digno,
Os teus pais a bênção nos deu.
Ficou o laço sagrado,
Que nada pode extinguir!
[Chorus]
Dois corações bem unidos,
Sentem o dobro da dor!
Falar qualquer um fala,
Mas não sabe o que é amor!
Palavras o vento leva,
Fica a saudade a arder:
Pena maior não existe,
Do que não te poder ver!
[Outro]
Até à morte unidos...
Leonor e Luís...
Palavras leva o vento...
Fica na raiz.
